quarta-feira

Copo Meio Cheio

Imagem tirada da Net


Em tempos de crise quando todos os noticiários abrem com reportagens de mais uma, ou várias, fábricas que fecharam nesse dia, quando meio mundo anda à rasca de dinheiro e sem saber como pagar a casa, o carro, a comida e os livros e roupas dos filhos, parece-me mal ouvir gente que vive bem (a outra metade do mundo) a queixar-se porque este ano não conseguiu ir de férias para os Pirinéus e "teve" de ir para a Serra da Estrela.

Parece-me mal que as pessoas se queixem quando têm tanto.

Parece-me mal não por algumas delas viverem melhor que eu, mas porque é uma falta de sensibilidade em relação aos restantes e uma falta de gratidão em relação à vida que têm. Porque há muita gente que precisa de dinheiro para comprar medicamentos e não o tem. Há muita gente que (sobre)vive com a ajuda de familiares porque a fábrica onde trabalharam durante 30 anos fechou de um dia para o outro. Há muita gente que sonha em passar um dia na Serra da Estrela e não pode lá ir.

Que tal fazermos todos um exercício verdadeiramente radical e pensarmos nos aspectos positivos das nossas vidas e na sorte que temos por haver dinheiro para comprar umas botas novas, um saco novo - que não era preciso para nada - uma saia nova, um telemóvel novo e, sim, porque não?, para irmos de férias para a Serra da Estrela?

Que tal parar com as queixinhas e ver definitivamente o copo meio cheio?

Por isso, apesar de estar no limbo entre um mundo e o outro - preferia não ter casa para pagar, mas já que os senhores do banco insistem o que é que se vai fazer?! - não me posso queixar da vida. Sobretudo porque vou tendo algum trabalho e muiiiiita vontade de trabalhar (que ao que parece também não abunda por todo o lado, mas isso já são outros quinhentos).

E por falar em trabalho...
;)

2 comentários:

Princesa Tagarela disse...

...entre outras coisas, contigo aprendi a dizer que, o copo, está sempre, meio cheio!!!

E, como, a Euriborzinha está uma querida...sempre posso comprar uns sapatinhoooss...e se estes me fazem falta, sabes lá... ;)

José Ricardo Costa disse...

Trago aqui uma sugestão. Começar por ler os estóicos gregos e romanos. Por exemplo,a Carta a Lúcílio, de Séneca, está traduzida. É um bom contributo para ver o copo meio cheio.

beijinhos,

JR