domingo

Silêncio...


Imagem tirada da Net


No longínquo ano de 84 (era eu uma miúda às voltas com a Barbie), apareceu esta canção num Festival.
Já na altura lhe achei piada, mas só reconheci a força do poema muitos anos depois.
Ontem à noite, numa festa com duzentas pessoas, voltei a lembrar-me dela.

Porque às vezes me apetecia poder gritar o que me vai no peito...
Apetecia-me poder agir sem dar explicações nem pensar nas consequências...

E no meio de tanta gente, escuto os seus pensamentos e só oiço... silêncio.





Silêncio e tanta gente

[...]
Às vezes é no meio de tanta gente

Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito

Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou


Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar

E aquilo em que ninguém quer acreditar


Às vezes sou também

Um sim alegre

Ou um triste não


E troco a minha vida por um dia de ilusão

E troco a minha vida por um dia de ilusão


Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer

É uma pedra

Ou um grito

De um amor por acontecer


Às vezes é no meio de tanta gente

Que descubro afinal p'ra onde vou

E esta pedra

E este grito
São a história d'aquilo que sou


Maria Guinot


Quem disse que o Homem é uma criatura simples estava redondamente enganado.

1 comentário:

SUSHISTICK disse...

O silêncio que nos consome, até que nos consuma. Pretty much resume os esticões da meninice! :)