terça-feira

Como os Corajosos Forcados do Ribatejo


Imagem tirada da Net

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Às vezes as notícias apanham-nos de surpresa. Porque são boas, más, disparatadas ou, temidas...

O que me assusta neste último tipo de notícias, além da preocupação evidente e sincera que causam em mim, é a imprevisibilidade com que parecem surgir. Não há avisos nem tempo para nos prepararmos para elas. As coisas acontecem simplesmente. De um momento para o outro.

Mas como é que nos preparamos para as ratoeiras da vida?
Se passarmos o tempo todo à espera que as coisas aconteçam, esquecemo-nos de viver, impedimo-nos de apreciar as pessoas e tudo o que há de positivo, alegre e valioso nelas.

Acredito que nada acontece por acaso; mesmo as coisas mais dolorosas têm uma razão de ser, um propósito a cumprir, uma intenção.
Mas há coisas que sou incapaz de justificar; objectivos que não entendo, motivações que não aceito e contra as quais me rebelo. Mesmo quando a resolução não está ao meu alcance, nem me afecta directamente...

Então, para mim, só há duas maneiras de encarar as notícias menos boas:
Ou ficamos revoltados, amargos, desiludidos e decidimos desperdiçar o resto das coisas boas que nos rodeiam, levando assim uma vida miserável, ou fazemos como os corajosos forcados do Ribatejo e encaramos o touro de frente. E se for preciso ainda o picamos, para que mostre o que vale e invista com toda a força contra a nossa vontade férrea e coragem inquebrável.

Como boa ribatejana que sou, prefiro a segunda hipótese, meia kami-kaze, é certo, mas se nos mostrarmos valentes, talvez as coisas menos boas se assustem e desapareçam de vez.

E quando for preciso chorar, SE for preciso chorar, choramos, mas até lá, rimos alto e bom som com gargalhadas arrancadas do fundo da alma, enquanto dizemos às notícias que nos magoam:

- Anda lá, dá-me o teu melhor; tenta derrubar-me só para me dares o gozo de te ver falhar.
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1 comentário:

Simplesmente...eu!! disse...

“A coragem não é a ausência do medo, mas sim a percepção de que existe algo mais importante que o medo.”
Ambrose Redmoon


Definitivamente...como os forcados dos Ribatejo!!